Beleza, Body Positivity, plus size

Hiperfeminilidade gorda

E aí, meus bolos de brigadeiro cremoso? Doces? É nois. Enquanto procurava o material de pesquisa para esse texto, descobri que os saves do meu Facebook giram em torno de só dois temas: receitas e referências sobre a luta gorda. Sério, só isso. Acho que isso diz muito sobre mim. O que tem no saves de vocês?

Sabem aqueles momentos que tá tudo bem aí cês leem uma coisa e a vida muda, a Adele começa a cantar na mente de vocês “this is the end, hold your breath and count to ten” e cês sabem, no fundo do coração que aquela informação vai mudar a visão de vocês pra vida. Isso aconteceu comigo no último mês quando me deparei com essa reportagem da revista americana Dazed.

Por que a hiperfeminilidade é esperada de mulheres gordas? Li tudo e pensei “bom, precisamos fazer uma pesquisa” e nisso começa um trabalho de semanas atrás de conceitos para expor aqui. Procurei respostas em tópicos do reddit, em livros de autoras sobre positividade corporal e é uma verdade: o padrão indica que se você é gorda, “deve ser, no mínimo, ajeitada”. Aqui é onde tudo começa a ficar muito louco, muito rápido.

 

Quem me conhece há mais tempo sabe que nem sempre eu aceitei meu corpo e a forma dele. Então, não é preciso ir muito fundo na internet para encontrar espaços onde meninas e meninos se abrem sobre seus transtornos alimentares e eu sabia onde encontrar grande parte desses espaços. Uma das coisas que sempre me chocava era o fato de as pessoas dizerem que tomavam vários banhos por dia para se sentirem limpos, porque a gordura do corpo parecia dar o efeito de “sujo”.

Acabando o flash back e voltando aos dias atuais, parece que encontrei uma outra versão dessa mesma teoria. Meninas gordas “precisam” ser bem arrumadas, “femininas”, “delicadas”, “limpas”… Não me entendam mal, eu amo mulheres que exploram o feminino, a sensualidade, que se sentem bem em cima de um salto alto, sem sutiã, com o rosto maquiado ou de moletom. Mas nunca vou obrigar elas a nada, essa é uma decisão pura e inteiramente pessoal, é uma expressão de si para o mundo, entendem? Então, por que, mulheres gordas precisam acatar uma norma social se elas já são, de qualquer maneira, hostilizadas?

Eu explico! O corpo gordo é frequentemente ligado à questões relacionadas com preguiça, descontrole, ansiedade e desorganização. Então, antes mesmo daquela menina gorda que acabou de entrar pela porta da sala de reuniões abrir a boca, ela já é desleixada por ter o cabelo não “domado” ou o delineado dos olhos bem feito.

Não é complicado encontrar fotos de meninas magras (normalmente brancas, vamos encarar a realidade aqui, pessoal), com aquele coque mal-feito, um moletom enorme e uma maquiagem leve. Isso é errado? Não, gostaria de estar assim e andando na rua, só que quando eu faço isso, sou considerada pee wee da cabeça. O errado mesmo é não terem os mesmos estilos de fotos para meninas gordas. O Pinterest (onde passo grande parte dos meus dias online) é uma grande fonte de inspiração para a moda, porém, recentemente, percebi que só vejo meninas gordas “montadas”. Lindas, obviamente. Mas quero meninas gordas de moletom, tênis, short curto e blusas largas, entendem?

A indústria da moda já disse que “gordas usam decote v” ou “roupas escuras são melhores para corpos maiores”, só que isso é tão blassé, tão anos 90 que não me conformo em ainda aceitarmos que a hiperfeminilidade gorda seja exigida. Amo vestidos rodados, saias godê, corte princesa (ainda chama assim? cresci com muitas pessoas idosas) e todas essas coisas, mas isso não diminui o amor por moletons grandes e tênis.

Ninguém deveria ser obrigado a nada quando o quesito é moda, maquiagem ou não, paetê ou renda, nada. Defendo o lazy look para meninas gordas, coloquem essas caras no sol, confiança no look de vocês e comandem o mundo, nada de ficar na concha! Pode ser complicado no começo (comecei a usar blazers esse ano e no início achava que parecia o Ken pianista, mas estamos aí, com vários blazers), mas vão com calma e sempre. Se o lazy look não é a praia de vocês, tudo bem. Glam up! Se montem, façam um auê e toquem glitter, aí me liguem que eu também vou, amo glitter. O lance é, não deixem que um conceito no qual vocês não acreditam fique podando a galera de tentar novas coisas. Isso é blassé, repitam comigo: B L A S S É.

Chuva de purpurina em vocês, meus doces!

bye, internets!

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Body Positivity

A gorda em setembro

Oi, meus bolinhos de cenoura! Começou um dos meses mais importantes do ano pra mim. Setembro tem um significado importante e traz a tona uma das causas que eu mais defendo quando falando sobre o corpo livre: a importância da saúde psicológica de todo mundo.

Esse pode ser um texto um pouco diferente dos outros, porém ele é importante. Segundo o Instituto Sinapse, 30% dos pacientes que procuram por tratamentos para emagrecimento mostram um quadro relacionado a problemas de saúde psicológica. E não é a primeira vez que falo sobre como é importante manter a saúde, em todos os aspectos. Entendo que não sou médica, nem formada em qualquer área da saúde (ainda), mas tenho uma experiência real com o corpo gordo: sempre fui gorda.

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Não quero pregar a ideia de “BORA FICAR LOUCO, ENCHER A CARA DE TRAGO, FUMAR CIGARROS E IR NO MC DEPOIS”, longe de mim. Não fumo e nem bebo (mas comer eu como mesmo porque todo mundo tem um vício, tá? e o meu é a comida que meu irmão prepara. ou minhas vós. ou minha mãe e meu pai. ou meus melhores amigos. SEI LÁ, ME ALIMENTA AÍ, GENTE) mas a sociedade como é, acha que tem direito de questionar minha saúde porque sou gorda. Essa semana, em um evento entre amigos da família, fui questionada sobre porque não fazia cirurgia bariátrica. Simples: porque eu sou saudável. Se tivesse qualquer tipo de complicação clínica direta criada pela gordura, estaria na cirurgia hoje.

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E aí está o ponto. Ninguém se importa realmente com a saúde daquela pessoa. Um gordo ou uma gorda dói nos olhos, incomoda, irrita, ainda mais se essa pessoa TEM A AUDÁCIA de se sentir bem. De respirar livremente na própria pele. Sabiam que o que mais afasta pessoas gordas da academia é o julgamento social? São os olhos que acompanham a pessoa entre os equipamentos, as manchas de suor (que todo mundo tem) que parecem engolir o corpo por inteiro, é o descaso dos profissionais com aquele corpo. Não é a pessoa gorda. Falo por mim, houve um período da vida onde eu só queria duas coisas: 1) ser igual a todo mundo e 2) que ninguém conseguisse me ver. E isso, gente, mata mais por ano do que a obesidade. 1 pessoa se suicida a cada 40 segundos.

Eu não estou dizendo que todas as pessoas que se suicidam são gordas, estou explicando que infringimos dor às vezes sem perceber. Lembram do texto da amiga magra? Exatamente. Professores, colegas, chefes, namorados e namoradas. Quando criei o cincodois, minha ideia era poder manter uma comunidade que pregasse aceitação e que entendesse que existe beleza e amor de todas as formas, cores e sabores. Assim como bolo! E, cara, eu amo bolo. E amo cada ideia que tenho para poder continuar com isso, cada insight que vocês me dão, cada pessoa que vem falar comigo e cada novo projeto.

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Então, durante setembro vamos falar muito de saúde mental para quem é um bolinho como a mamãe. E, aproveitando, quero saber o que vocês amam. O que move esses corpos, alegra esses corações e enche essas bocas. Mamãe ama vocês!

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bye, internets!

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Body Positivity, Body Shaming

Que mané “gordinha”!

Oi, meus chocolatinhos! Sussa? Bora! Hoje vamos tocar na ferida e tocar areia por cima porque A GENTE NÃO É FRACO, NÉ? Preparem o chá de hibisco e vamos dale.

O assunto de hoje é: seu diminutivo não diminui seu preconceito. Gordinha, fofinha, rechochudinha… pára, tá? Já chega. Colocar inha/inho no final de uma palavra não muda a intenção dela.

Acho engraçado como as pessoas se sentem livres de preconceito quando decidem colocar “inha/inho” na palavra. Isso é um conceito que acompanha a linguística desde quando a criança nasce, infantiliza e maquia um preceito: “não posso dizer que ela é gorda ou vou ofender ela, porém se eu disser que ela é só um pouco gorda, talvez me alivia”. Bom, tenho que contar um segredo: não alivia.

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Bebês são gordinhos, porque eles tem centímetros. Eles podem ser gordinhos e gordinhas (inclusive gosto muito, queria poder apertar um bebê gordinho agora, ia melhorar o meu dia. Eu + bebês = ❤), o resto da população é gorda.

Só que aí o melado começa a subir e cês se desesperam, né? Isso acontece porque ainda, na cabeça de quem fala, gorda/gordo é uma ofensa. E, gente, pela milésima vez, não é. Vou contar um causo rapidinho pra vocês: ano passado o angu encaroçou lá em casa porque meu irmão (que é 10 anos mais novo) tinha sido tirado da sala de aula. Motivo: eles estavam aprendendo adjetivos e a professora pediu para classificarem entre bons e ruins. Uma colega disse “gorda e magra”. E A PROFESSORA ACEITOU, SABENDO DIREITINHO EM QUAL COLUNA COLOCAR CADA PALAVRA. Pra quem não conhece meu irmão, ele é um adolescente bem querido, abobado, ótimo fotógrafo, muito inteligente e ABSURDAMENTE tímido. Nesse dia ele levantou a mão e falou pra professora que não, gorda e magra não podiam ser usadas assim. A professora argumentou que NAS CONDIÇÕES SOCIAIS ATUAIS (nesse momento, na sala da coordenação, eu quis me atirar da janela)… Pra o que meu irmão respondeu: “e se eu dissesse preto e branco, as condições sociais iam ser as mesmas?”. A professora era negra e ferveu o kissuco, né.

Mas o lance é: existe uma luta negra – que eu não tenho know how necessário pra falar sobre, mas já estamos ajeitando isso – porém eu quero ressaltar que normalizar o preconceito não faz com que ele fique brando ou desapareça. Só dá mais direito a “condição social atual” de agir.

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Então, como já diz Tia Má, “tira o chinelinho e põe o pé no chão”. Gorda e gordo não é xingamento, não, minhas filhas e filhos. Última vez que usaram isso contra mim, respondi: “pessoa que vê”, ao o que a pessoa não entendeu e expliquei “pensei que a gente tava falando o óbvio”. ALÔ, É ÓBVIO QUE EU SOU GORDA! Eu vejo, sinto e vivo isso todo dia, assim como toda pessoa gorda.

Da próxima vez que cês forem falar de alguém, ao invés de dizer “é gordinha”, limpem o coração de vocês e sejam justos, “é um pouco gorda” ou, se vocês são corajosos o bastante, “ela é gorda”. E não completem essa frase com nenhum “mas”, essa frase não precisa de uma justificativa. Ninguém tá por aí dizendo “ele é alto, mas é bem legal”.

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Sacaram? Sejam justas e justos com vocês e com as pessoas ao redor também. Confio na família bolinho para fazer isso! Vejo vocês em breve, meus doces.

see ya, internets.

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Atividade física, Body Positivity

Gordofobia não existe?

Oi, bolinhos de cenoura! Saudades? Porque eu estava. Tenho diversas coisas para falar com vocês, mas quero começar pelo assunto mais importante de todos. De uns tempos para cá, percebi um atrito entre a galera e vou usar do tempo de vocês para explicar algo que ainda não ficou claro: gordofobia x pressão estética.

É importante contar que existe todo um braço da sociologia dedicado a estudar a questão do corpo em relação a vida em sociedade e que comprova que a crença da perfeição no corpo magro já acompanha nossa realidade desde muito (muito mesmo) tempo atrás. Então tiramos uma das dúvidas do nosso caminho: gordofobia existe? Sim, existe e afeta milhões de pessoas diariamente.

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Próxima sobremesa nesse rolê de esclarecimentos: pressão estética. Esse julgamento expressamente baseado na aparência atinge principalmente mulheres (desculpa aí, meninos, mas mesmo que vocês sejam gordos e hostilizados por isso, o patriarcado ainda protege mais vocês do que qualquer menina gorda) e atinge todas as áreas da vida, desde o mercado de trabalho até a vida amorosa.

Mas aqui, minhas balinhas, a porca torce o rabo. Meninas magras também sofrem com pressão estética. É imprescindível entender que o modelo padrão de beleza é inalcançável por meros mortais como nós, que vão para o trabalho, para a aula, que cuidam de filhos, que não tem tempo ou não querem passar maquiagem de manhã. É impossível viver com a beleza padrão sem viver para ela. Vocês me entendem? Particularmente, tenho um interesse nas irmãs Kardashians mas entendo que não há como ser como elas sem viver para isso. A dedicação de tempo, esforços e o investimento passam de tudo o que eu tenho.

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Essa sou eu voltando para casa depois do ballet.

Se você tem muito peito, é vulgar, deveria se cobrir. Se você tem pouco peito, deveria pensar em cirurgia plástica. Diminuir a barriga, ajeitar o nariz, malhar a perna, não ter celulite (ai gente, por favor, quem não tem celulite?), tentar tirar as estrias… Tantas coisas para poder entrar em algo que é reproduzido em outdoors, páginas de revista e programas de televisão. Tantos tratamentos de imagem, boas iluminações e profissionais em volta de uma aparição, uma foto. E nós, bitoladas com essa ideia de beleza pífia, tentando fazer o máximo para conseguirmos nos sentir bem com uma foto direto da câmera do celular e com alguns filtros para o Instagram. Não acho que seja errado se sentir bem por isso. Acho errado se sentir bem por isso.

Entendemos isso, então? Pressão estética afeta todo mundo (inclusive os meninos mas, de novo, mais as meninas). Agora vamos a próxima doçura do rolê: a gordofobia. Quem aqui já ouviu “ai, mas eu também sou julgada por isso” ou “nossa, isso está na tua cabeça”? Levante a mão e venham aqui sentar na nossa rodinha. Mamãe vai contar uma coisa: isso é pressão estética, amiga. Não é gordofobia. Não está dentro da minha cabeça.

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Sofrer de gordofobia é ir ao oftalmologista e sair com uma receita de dieta. É ser desvalorizada no âmbito médico por ser gorda. Não poder viajar de avião porque a cadeira é pequena ou passar o desconforto de ter que pedir por um extensor de cinto de segurança. Vocês sabem o que é isso? É horrível. É humilhante. Trancar na catraca do ônibus, sentar em um daqueles “bancos para obesos” que ainda são pintados de outra cor e ouvir coisas como “caberiam três pessoas ali”. Bom, claramente não cabem porque existe uma pessoa ali que está tentando se diminuir ao máximo para poder continuar vivendo. A gordofobia faz com que a taxa de mulheres gordas promovidas no mercado de trabalho seja baixíssima.

Entendem meu ponto? Negligência social é uma palavra que anda lado a lado com a gordofobia. Eu me pergunto até quando vamos colocar a palavra gorda como xingamento e magra como elogio. Gente, não faz sentido. Não existe problema em ser magra ou gorda, por que essa diferença então?

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Só relembrando: pressão estética e gordofobia são diferentes. Ambas existem. Ambas destroem pessoas todos os dias. A existência de uma não invalida a existência da outra. Estamos conversados?

Bem-vindos a abril. Mamãe ama vocês.

Bye, internets.

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Atividade física, Body Positivity

Ela é gorda!

Oi, cocadinhas. Cês estão doces? Oxe, eu to 😀 Essas semanas foram loucas (muito mais que o normal) e eu, literalmente, não tive de chance ou energia para sentar e escrever. Cês sabem que mamãe bolinho está se esforçando, né? Então tá.

O ano nem começou e já teve menina plus size causando na mídia #orgulho. Cês ouviram falar da Lizzy Howell? Bom, se não, deixa eu contar. Lizzy tem 15 anos, é americana, bailarina e apareceu em revistas como a Teen Vogue, People e Elle. Sabe por que? Porque ela decidiu não deixar o estigma do corpo gordo destruir a vontade dela de dançar. Mas, daí, chamo a atenção de vocês para o fato de que a Revista Boa Forma deu ênfase ao fato de que Lizzy tem hidrocefalia. Não me entendam mal, não estou dizendo de maneira alguma que não devamos prestar atenção na doença. Devemos sim, mas não dessa maneira. O vídeo não foi um viral porque ela tem hidrocefalia e sim porque ela é gorda.

turning monday¿ #ballet#turn#balletdancer#dancer#foutte

A video posted by Lizzy 🤘🏼 (@lizzy.dances) on Nov 21, 2016 at 4:02pm PST

 

Chego ao ponto central aqui: por que é necessário explicar o peso dela? Por que é necessário justificar isso? Ando me aprofundando mais nesse negócio de gordofobia para não ficar só em achismos e experiências próprias. Percebi que esse é um mal entranhado na sociedade e quase não percebemos. Um fato muito triste: o corpo gordo não pertence a lugar nenhum. Logo, não pode se destacar de qualquer maneira.

Volte alguns meses e tentem lembrar da menina gorda que fazia yoga, ou da menina gorda que é capa da Playboy ou qualquer outra coisa assim. Todas elas, e enfatizo, todas elas, foram testadas, com a saúde posta a prova. Essa coisa da saúde está ficando velha, tá? Vamos parar. Vou ainda fazer todo um texto explicando que a mesma doutrina que fala que ser gay é errado, que mulher precisa ser submissa e tudo isso, foi a mesma que fez o corpo gordo ser um pecado. Então, chegou a hora de abrir mão desses preconceitos fantasiados de preocupação.

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Lizzy não é incrível porque ela é gorda e dança. Ela é incrível por dançar. Tanta gente aí com dois pés esquerdos e nenhum senso de ritmo… Outro grupo que me chama bastante a atenção é o Pretty Big Movement, totalmente formado por mulheres plus size. Você não merece um biscoito por dizer “se movem tão bem para meninas gordas”, certo? Você só está escolhendo ser panaca e nessa família de doces, nós não concordamos com isso.

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Então, meu conselho dessa semana: tente não deixar o seu corpo ou a pressão social impedirem você de fazer algo. O cabelo é seu, a roupa é sua, o corpo é seu. Quer dançar? Bora! Nadar? Tamo junto. Jogar xadrez? Fazer pintura a óleo? Posar nua? A gente se ajuda ❤

E por último: viu que tem algumas coisas mudando? Sou eu, mãe bolinho, atualizando as coisas. Ainda está sendo complicado postar toda semana mas hey, cê confia em mim, né? Eu confio 😀

bye, internets!

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