Body Positivity, Body Shaming

Que mané “gordinha”!

Oi, meus chocolatinhos! Sussa? Bora! Hoje vamos tocar na ferida e tocar areia por cima porque A GENTE NÃO É FRACO, NÉ? Preparem o chá de hibisco e vamos dale.

O assunto de hoje é: seu diminutivo não diminui seu preconceito. Gordinha, fofinha, rechochudinha… pára, tá? Já chega. Colocar inha/inho no final de uma palavra não muda a intenção dela.

Acho engraçado como as pessoas se sentem livres de preconceito quando decidem colocar “inha/inho” na palavra. Isso é um conceito que acompanha a linguística desde quando a criança nasce, infantiliza e maquia um preceito: “não posso dizer que ela é gorda ou vou ofender ela, porém se eu disser que ela é só um pouco gorda, talvez me alivia”. Bom, tenho que contar um segredo: não alivia.

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Bebês são gordinhos, porque eles tem centímetros. Eles podem ser gordinhos e gordinhas (inclusive gosto muito, queria poder apertar um bebê gordinho agora, ia melhorar o meu dia. Eu + bebês = ❤), o resto da população é gorda.

Só que aí o melado começa a subir e cês se desesperam, né? Isso acontece porque ainda, na cabeça de quem fala, gorda/gordo é uma ofensa. E, gente, pela milésima vez, não é. Vou contar um causo rapidinho pra vocês: ano passado o angu encaroçou lá em casa porque meu irmão (que é 10 anos mais novo) tinha sido tirado da sala de aula. Motivo: eles estavam aprendendo adjetivos e a professora pediu para classificarem entre bons e ruins. Uma colega disse “gorda e magra”. E A PROFESSORA ACEITOU, SABENDO DIREITINHO EM QUAL COLUNA COLOCAR CADA PALAVRA. Pra quem não conhece meu irmão, ele é um adolescente bem querido, abobado, ótimo fotógrafo, muito inteligente e ABSURDAMENTE tímido. Nesse dia ele levantou a mão e falou pra professora que não, gorda e magra não podiam ser usadas assim. A professora argumentou que NAS CONDIÇÕES SOCIAIS ATUAIS (nesse momento, na sala da coordenação, eu quis me atirar da janela)… Pra o que meu irmão respondeu: “e se eu dissesse preto e branco, as condições sociais iam ser as mesmas?”. A professora era negra e ferveu o kissuco, né.

Mas o lance é: existe uma luta negra – que eu não tenho know how necessário pra falar sobre, mas já estamos ajeitando isso – porém eu quero ressaltar que normalizar o preconceito não faz com que ele fique brando ou desapareça. Só dá mais direito a “condição social atual” de agir.

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Então, como já diz Tia Má, “tira o chinelinho e põe o pé no chão”. Gorda e gordo não é xingamento, não, minhas filhas e filhos. Última vez que usaram isso contra mim, respondi: “pessoa que vê”, ao o que a pessoa não entendeu e expliquei “pensei que a gente tava falando o óbvio”. ALÔ, É ÓBVIO QUE EU SOU GORDA! Eu vejo, sinto e vivo isso todo dia, assim como toda pessoa gorda.

Da próxima vez que cês forem falar de alguém, ao invés de dizer “é gordinha”, limpem o coração de vocês e sejam justos, “é um pouco gorda” ou, se vocês são corajosos o bastante, “ela é gorda”. E não completem essa frase com nenhum “mas”, essa frase não precisa de uma justificativa. Ninguém tá por aí dizendo “ele é alto, mas é bem legal”.

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Sacaram? Sejam justas e justos com vocês e com as pessoas ao redor também. Confio na família bolinho para fazer isso! Vejo vocês em breve, meus doces.

see ya, internets.

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Body Positivity, Body Shaming, Magreza

Cara amiga magra

E aí, meus mousses de framboesa! Gordinhos e gordinhas? Suaaaaave. Eu tô maluca. Maluca. Pee-wee da cabeça. Chega um momento na vida de uma mina/ um cara que tá na hora de dizer chega, que tu fica pistola com uma coisa e se faz necessário falar sobre isso. Bom, eu tô pistola.

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Prego a paciência, que a gente precisa de diálogo pra resolver as coisas e todo esse paranauê pedagógico que nos protege durante mudanças porque não sou uma pessoa que defende confrontos diretos e impensados. Porém, se tu quer me ver pistola, tu chega em mim e fala “tô gorda?” ou “olha essa gordura aqui”. Eu vou te responder com uma patada? É provável.

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Pela benção de Cher, não tenho mais nenhum amigo ou amiga que fiquem olhando o corpo magro no espelho e perguntando se estão gordos. REAL TALK RIGHT NOW: isso acaba com a psique de várias pessoas gordas, principalmente meninas. O cérebro trabalha de umas maneiras que nós, meros bolinhos, não somos capazes de entender. Saca a explicação:

  1. Minha amiga é dentro do padrão; ela é magra.
  2. Minha amiga tá insegura, pergunta se tá gorda.
  3. Eu digo “não, sua boba. Tá linda.”
  4. Ela, não convencida, começa a apontar lugares do corpo, como os braços, as coxas, a barriga e o pescoço.
  5. Eu, gorda, começo a pensar “mas mano do céu, se essa mina é gorda, o que eu sou?”
  6. Acontece de eu dizer isso em voz alta pra ela, porque ela é minha amiga, quero que ela se sinta bem. “Para amiga, você tá linda. Se isso é gorda, o que vou dizer de mim? Hehehe”
  7. Minha amiga responde “awn, que fofa! cê também é linda, amiga. Não liga pros outros”

QUEM JÁ PASSOU POR ISSO, ME COMPRA UM CHIPS E UMA CEVA. PASSO O ENDEREÇO E CÊS ENVIAM. VOU COMER E BEBER POR MESES.

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TÁ TUDO ERRADO. TUDO. Viu só? Tô pistola de novo! Vamos analisar essa situação ridícula em tópicos:

  • Tudo bem a amiga estar insegura. Ela sofre de pressão estética, já falei sobre isso. Talvez ela precise mesmo de um elogio, todo mundo tem esses dias. Não odeiem meninas magras. TÁ QUASE TODO MUNDO SOFRENDO NESSE MUNDO CÃO (desculpa, pistola ainda)

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  • A amiga podia ter escolhido outra maneira de falar o que falou? Sim. Então é sempre legal assumir que ela não sabe e ensinar, com calma e carinho, porque afinal essa mina é tua amiga, mana.
  • Ela não pode tá gorda e ser linda? Tem um conceito errado aí. Ela pode sim ser os dois ao mesmo tempo, cês que ficam viajando.

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  • A menina gorda do diálogo se diminui pra poder apoiar a amiga magra. AQUI Ó: se vocês se diminuem pra ter tal amiga/amigo, pra ficar com o namorado/namorada, vou avisar: foge. Se afasta. Isso é tóxico e, sinceramente, nós somos combinações de carbono tão perfeitas pra ficar aí se diminuindo. Que teto errado, galera.
  • A comparação corporal é um assunto muito sério porque isso causa mais problema do que a gente imagina. Dismorfia impede que a pessoa veja seu corpo real, criando uma imagem virtual distorcida da realidade. E cês acham que isso dá no tempo entre um EP e outro de série no Netflix? Não, né! É um processo longo e que deteriora toda a autoestima.

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  • É fácil dizer pra não ligar. Eu chamo isso de “você não, amiga”. Exemplo: a nova namorada do meu ex namorado não é “melhor” que eu porque ela é gorda. Aí tem uma menina gorda na conversa e essa mesma pessoa diz “mas nada pessoal, tá amiga? Você é linda!” Eu não sei como dizer isso, sua amiga pode te amar mas você não é realmente bonita aos olhos dela. Você pode ser “agradável aos olhos” porque ela se acostumou, mas os padrões de beleza ainda fazem essa outra pessoa hostilizar e desumanizar pessoas gordas. Tenta mostrar pra ela o outro lado se tu passar por isso. As pessoas podem mudar.

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Entenderam o que eu quis passar? Não sejam a amiga que derruba a outra. Pode nem ser a intenção, mas acaba machucando. E outra, parem de usar “gorda” como algo ruim ou repulsivo. Tá ruim e tá errado.

Então, se vocês vierem, me perguntarem se estão gordas (sendo que sou claramente gorda), não venham de mimimi quando eu responder algo que não seja o que vocês esperam. Esse corpo que você tem é o único que você vai ter pelos próximos 100 anos. É uma obra de arte e química tão bem ajeitada e única, não sejam uns bocós deixando essa experiência passar.

Sejam boas/bons e sejam lindas e lindos. Volto em breve!

bye, internets.

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Body Positivity, Body Shaming

Minha mãe faz dieta

E aí, minhas tapiocas de nutella. Suavão? Suavão. Nem vou falar sobre o tempo que não venho aqui, fiquei louca, não sei nem o que dizer. Mas, vamos ao que interessa. Esse texto era para ser “Minha mãe tá de dieta e outras paranóias da minha cabeça” mas achei que ia ficar muito grande na exibição.

Para quem não sabe, mamãe bolinho também tem uma mãe. Minha mãe é incrível, super inteligente e cozinha mega bem. Uma coisa que minha mãe ainda não conseguiu fazer, é deixar os padrões de beleza de lado. Trouxe isso hoje não para expor minha mãe ou qualquer coisa assim, mas sim para defender toda uma geração que vem antes da nossa.

Há alguns dias atrás, estava em um grupo de pesquisa sobre diversidade para participar de um projeto muito legal. Nisso, foi levantada uma questão: as pessoas mais velhas não sabem porque não podem ou podem gostar de algo. Vou explicar melhor: se a gente pensar no tanto (e tipo) de informação que estava disponível 30 anos atrás, é mais fácil entender porque essa galera acredita piamente que para ser feliz é necessário ser branca, magra, com o cabelo liso e tantos outros padrões. Era só o que era visto, as revistas falavam sobre isso, a televisão, as escolas…

Baseados nisso, minha mãe de tempo em tempo entra numa dieta meio maluca que só ela consegue seguir porque é meio pee-wee mesmo. Mas ela diz que para ela tá tudo bem. E entendam, minha mãe tentou, ao máximo, não me deixar passar pelo o que ela passou. Então eu fiz dietas pee-wee, nutricionista, remédio, endocrinologia… Porque, sério, a geração que veio antes da gente acredita que, basicamente, só isso tá certo.

Aí cês pensam que é só minha mãe? Não é. Ela só foi o acaso pra me deixar louca uma noite quando eu só queria jantar na boa e ela falou que tava de dieta. A gente só sabe onde tá o calo quando ele dói, escutem o que eu digo. Eu fiquei muito neurada porque na minha cabeça, que cresceu com isso, se minha mãe entra de dieta, eu preciso entrar, porque eu preciso ser magra pra ser aceita. Essa ansiedade bateu tão forte aquele dia que me deixou tonta. Mas daí eu acalmei e lembrei que não preciso #kissmyfatass

O lance é: a gente não é perfeito, imagina nossos pais, avós, tias… claro que isso não justifica nenhum tratamento horrível que tenha acontecido com qualquer pessoa gorda por aí, é só uma explicação social de onde vem esse comportamento agressivo contra o corpo gordo. Da mesma forma que o preconceito racial é entranhado na sistemática social, outras conceitos e preconceitos também são (não desvalorizando nenhum deles, todos são horríveis e completamente nocivos).

A minha dica é: paciência. Dói ser hostilizado? Dói. Do alto do meu monte de privilégios (mas a gente fala disso outra hora), eu digo que dói sim, ainda mais quando isso vem de casa. Sinceramente, pra mim foi fácil comparado aos relatos que já ouvi: mães que jogavam a comida das filhas fora; que escondiam comida; que faziam as meninas correrem por horas; que diziam para meninos que eles iam morrer sozinhos se fossem gordos (que tipo de conceito tu passa pra uma criança dizendo isso, cara?)… Mas nós somos a geração para quebrar isso, pra ajudar outras pessoas que vivem ao nosso redor. PARECE UM TEXTO OTIMISTA? Não é, não sou nada otimista hehe /cries porém é no que eu acredito. É o que eu faço. E espero que vocês façam o mesmo.

Vejo vocês em breve!

bye, internets!

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Atividade física, Body Positivity

Gordofobia não existe?

Oi, bolinhos de cenoura! Saudades? Porque eu estava. Tenho diversas coisas para falar com vocês, mas quero começar pelo assunto mais importante de todos. De uns tempos para cá, percebi um atrito entre a galera e vou usar do tempo de vocês para explicar algo que ainda não ficou claro: gordofobia x pressão estética.

É importante contar que existe todo um braço da sociologia dedicado a estudar a questão do corpo em relação a vida em sociedade e que comprova que a crença da perfeição no corpo magro já acompanha nossa realidade desde muito (muito mesmo) tempo atrás. Então tiramos uma das dúvidas do nosso caminho: gordofobia existe? Sim, existe e afeta milhões de pessoas diariamente.

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Próxima sobremesa nesse rolê de esclarecimentos: pressão estética. Esse julgamento expressamente baseado na aparência atinge principalmente mulheres (desculpa aí, meninos, mas mesmo que vocês sejam gordos e hostilizados por isso, o patriarcado ainda protege mais vocês do que qualquer menina gorda) e atinge todas as áreas da vida, desde o mercado de trabalho até a vida amorosa.

Mas aqui, minhas balinhas, a porca torce o rabo. Meninas magras também sofrem com pressão estética. É imprescindível entender que o modelo padrão de beleza é inalcançável por meros mortais como nós, que vão para o trabalho, para a aula, que cuidam de filhos, que não tem tempo ou não querem passar maquiagem de manhã. É impossível viver com a beleza padrão sem viver para ela. Vocês me entendem? Particularmente, tenho um interesse nas irmãs Kardashians mas entendo que não há como ser como elas sem viver para isso. A dedicação de tempo, esforços e o investimento passam de tudo o que eu tenho.

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Essa sou eu voltando para casa depois do ballet.

Se você tem muito peito, é vulgar, deveria se cobrir. Se você tem pouco peito, deveria pensar em cirurgia plástica. Diminuir a barriga, ajeitar o nariz, malhar a perna, não ter celulite (ai gente, por favor, quem não tem celulite?), tentar tirar as estrias… Tantas coisas para poder entrar em algo que é reproduzido em outdoors, páginas de revista e programas de televisão. Tantos tratamentos de imagem, boas iluminações e profissionais em volta de uma aparição, uma foto. E nós, bitoladas com essa ideia de beleza pífia, tentando fazer o máximo para conseguirmos nos sentir bem com uma foto direto da câmera do celular e com alguns filtros para o Instagram. Não acho que seja errado se sentir bem por isso. Acho errado se sentir bem por isso.

Entendemos isso, então? Pressão estética afeta todo mundo (inclusive os meninos mas, de novo, mais as meninas). Agora vamos a próxima doçura do rolê: a gordofobia. Quem aqui já ouviu “ai, mas eu também sou julgada por isso” ou “nossa, isso está na tua cabeça”? Levante a mão e venham aqui sentar na nossa rodinha. Mamãe vai contar uma coisa: isso é pressão estética, amiga. Não é gordofobia. Não está dentro da minha cabeça.

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Sofrer de gordofobia é ir ao oftalmologista e sair com uma receita de dieta. É ser desvalorizada no âmbito médico por ser gorda. Não poder viajar de avião porque a cadeira é pequena ou passar o desconforto de ter que pedir por um extensor de cinto de segurança. Vocês sabem o que é isso? É horrível. É humilhante. Trancar na catraca do ônibus, sentar em um daqueles “bancos para obesos” que ainda são pintados de outra cor e ouvir coisas como “caberiam três pessoas ali”. Bom, claramente não cabem porque existe uma pessoa ali que está tentando se diminuir ao máximo para poder continuar vivendo. A gordofobia faz com que a taxa de mulheres gordas promovidas no mercado de trabalho seja baixíssima.

Entendem meu ponto? Negligência social é uma palavra que anda lado a lado com a gordofobia. Eu me pergunto até quando vamos colocar a palavra gorda como xingamento e magra como elogio. Gente, não faz sentido. Não existe problema em ser magra ou gorda, por que essa diferença então?

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Só relembrando: pressão estética e gordofobia são diferentes. Ambas existem. Ambas destroem pessoas todos os dias. A existência de uma não invalida a existência da outra. Estamos conversados?

Bem-vindos a abril. Mamãe ama vocês.

Bye, internets.

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Body Positivity

Festividades e a dieta: como lidar?

Vamos começar com o fato que: o Natal é o meu feriado favorito. Tipo, a vida inteira. Era a época de fazer biscoitos, me sujar toda de farinha, empacotar panetones para todo mundo e ficar muito mais tempo com a minha família. Isso e ainda toda a magia de ornamentos coloridos, tradição e presentes. Nesse momento tem uma árvore de Natal completamente de glitter dentro do meu quarto (invejosos dirão que ela sempre esteve lá, mas eu não ligo, agora ela está bem limpinha e cintilante).

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Não é toda a galera que criou as mesmas memórias que eu e entendo completamente. O final de ano e todas as festividades envolvem muita coisa e uma grande montanha-russa de emoções, normalmente ligada a encontrar com mais partes da família (o que também era completamente louco, porque o pessoal aqui é uma mistura de húngaros, alemães e italianos). Entretanto, vou dizer que nem sempre foi completamente bom. Lembro bem claramente de uma vez que respondi para alguém que “troquei meu namorado por anfetamina”. No meio da ceia, na frente de todo mundo. Minha mãe é a prova viva (que, na época, só riu porque era o melhor a fazer).

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Então, pensando nisso, resolvi falar sobre aquilo que inevitavelmente acaba acontecendo em algum ponto da nossa vida: a conversa sobre dieta durante a refeição. Como já falei milhares de vezes, sou inteiramente a favor da alimentação saudável, só que aqui existe um ponto interessante. Por que falar sobre reduzir a comida enquanto há um monte dela na nossa frente? Não é sobre comer ou não comer mais, é sobre culpa. Sobre ver o alimento como algo ruim, que depreda o corpo e estraga a alma, o que é, basicamente, a base da gordofobia. Uma explicação bem breve de como esse preconceito surge sendo que as pessoas assimilam comer com culpa, com engordar, com desleixo, preguiça… E aí por caminhos bem mais horríveis. Em inglês existe a expressão “guilty pleasure” e eu fico meio “por que comer é um guilty pleasure?”, não quero me sentir culpada por me alimentar e comer coisas incríveis.

Minha mãe sempre conta a história de um jantar beneficente que ela e meu pai compareceram e as esposas (foco aqui, pois essa é mais uma forma de deixar mulheres encoleiradas e comedidas. Triste, mas além de lutar contra gordas e gordos, a sociedade AINDA não cansou de lutar contra mulheres) nos outros casais quase não comiam e sempre se explicavam pelo o que serviam. No final da noite, minha mãe quase não havia comido. A pressão é latente nessas situações, é horrível. O mesmo acontece no Natal e no Ano Novo. Por que as pessoas precisam se sentir culpadas pelo o que comem se os outros não se sentem mal pelo o que falam?

Moral da minha história: se você quer comer, coma. Use aquele look maravilhoso, glitter nesse corpo e aquele perfume delicioso (ou a roupa que te faça feliz e bonita/o, sinceramente). Se você não quiser comer, tudo bem. Só não dê aos outros o poder das suas escolhas. A maioria das pessoas não sabe nem o que faz com a própria vida, como eles podem saber o que é melhor para você?

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E a melhor maneira de lidar com isso? Minha dica é: não seja agressiva/o se não for necessário (LET’S BE REAL, às vezes não rola a educação), mas tente contornar até se sentir completamente segura/o para confrontar de uma maneira lógica. Dói? Nossa, dói muito. Já deixei de jantar diversas vezes por culpa de comentários de parentes. Hoje? Tomo um gole de vinho e “eu só acho engraçado que”, porque me sinto segura para mostrar quão errado e prejudicial esses comentários podem ser.

A internet pode ser um grande grupo de suporte quando você encontra as pessoas certas. Nós somos as pessoas certas. Ajude os amigos que ainda não estão prontos para serem confrontados e crie boas memórias, mesmo fora de datas festivas. Já diz a música Border, do Years & Years: My heart will start to shine and I will be alright.

Eu acredito em você. Não precisa ficar nervosa/o um mês antes. Se precisar, pode vir falar comigo em qualquer uma das minhas redes. Certo?

Bye, internets.

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