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O mito da beleza: KPOP edition

Oi oi, minhas chocopies (hoje o oi é temático porque cês estão aqui pela qualidade do humor produzido por mim. É verdade esse bilhete)! Seguindo com o Setembro Amarelo, quero falar sobre algo bem pessoal que pode encontrar morada no coração de vocês também: a mídia geral não representa meu corpo como possível de desejo. Esse texto, na real, é uma introdução, então, leiam. Vale a pena.

Fora a produção para cinema, televisão e revistas, que lidam, normalmente, com um conteúdo mais visual, toda criação e publicação de conteúdo é uma forma de mídia. Isso se estende para a música, para a literatura, para as artes plásticas e visuais. Nessa linha, quero comentar um pouco sobre como gostar de KPOP afeta minha vida – nem sempre de um modo bom. Acho que gosto de KPOP há uns 6 anos? Talvez mais, entre idas e vindas. Falei sobre KPOP, inclusive, no meu trabalho de conclusão quando estava me formando em jornalismo. Entendam que: eu estudei a formação de persona que músicos (de todas as áreas) usam para lidar com a mídia e atrair o público. Isso é, basicamente, como olhar atrás das cortinas da produção midiática. É tipo: vocês sabem que as coisas nos filmes de terror são mentira, né? Mas isso não impede que vocês se assustem, né? Exatamente. SEGUREM ESSE PENSAMENTO ENTÃO. Quando apresentei minha pesquisa, questionei até quando o padrão usado na formação de ídolos de KPOP aguentaria nesse mesmo modelo. E, nem 3 anos depois, talvez estejamos vendo os efeitos desse modelo na qualidade de vida dos ídolos que vivem dele. Vou avisar uma coisa e espero que vocês se lembrem disso: é mais fácil ser “perfeito” sem acesso a internet (ou sem ser vigiado como no Big Brother o tempo todo).

É tão bonito que chega a ser errado, né?

Nesse texto quero falar, principalmente, de duas coisas: como a percepção do perfeito afeta quem está no holofote e como isso afeta quem está fora dele também. A ásia possui diversas coisas culturalmente únicas que me preocupam um pouco: a busca da pele branca, a busca da magreza extrema, as cirurgias plásticas… Eu sei que isso acontece no ocidente também, mas talvez através do gate keeping de informação, eu sinta que isso é mais forte lá do que no Brasil, por exemplo? Nunca fui para a Ásia, se eu estiver errada, por favor, me corrijam.

Cês não ficam um pouco mexidos com quão padrão essa foto é?

Na mídia, principalmente coreana, as pessoas são “iguais” (não como o comentário racista e sim sobre padronização de imagem): brancas, magras, com o mesmo tipo de cabelo, o mesmo tipo de atos, as mesmas respostas… É tudo muito padronizado. Porém, nos últimos tempos, parece que algo está mudando. Ídolos, tanto meninos quanto meninas, parecem estar notando que há algo errado e começaram a falar sobre isso. Distúrbios alimentares, abuso de álcool, drogas… Acho que uma dos vídeos mais chocantes que vi é uma passagem do programa Take Care of My Refrigerator (JTBC) que Jimin, integrante do BTS, fala sobre como ele precisava parar de beber e que houve um tempo em que ele comia 1 refeição real a cada 10 dias (cês podem ver o vídeo em coreano com legendas em inglês aqui).

10 dias. 1 refeição.

É bom lembrar que o menor deles é quase 10cm mais alto que eu.

Há algumas semanas li um relato no qual Ailee, uma vocalista incrível, falava que emagrecer de forma extrema estava matando ela, que ela podia estar magra e as pessoas elogiando, mas isso não era nada perto do vazio que ela sentia por dentro (cês podem ler a entrevista em inglês aqui). Cresci acreditando que “se não aguenta, bebe leite” como forma de “ah, se tu quer isso, tem que entender que essas são as consequências”, só que agora, sendo adulta, consigo perceber que há situações que são ridiculamente injustas e ninguém deveria passar por isso. Ninguém deveria ser “obrigado” a mutilar o corpo e a vida para poder caber em um padrão e ser amado. Entendo que vocês podem pensar que ninguém “está obrigando”, mas a pressão é tanta que te tira o ar, vocês entendem? Depois que Jonghyun se suicidou ano passado, toda a minha visão do KPOP mudou (não vou linkar reportagens sobre esse assunto em específico por alerta de gatilho). Não estou dizendo que a “pressão do perfeito” fez isso com ele, apenas afirmando que ela não faz a vida de ninguém mais fácil. Existe um provérbio japonês que diz que o prego que se destaca é martelado. Às vezes, as pessoas só precisam não ser marteladas.

Jjong ♥

Isso nos traz para o outro lado: a influência que isso tem sobre o público geral. A música que é produzida e faz sucesso no ocidente tem um “que” de variada: as pessoas em frente a essas músicas são brancas, negras, altas, baixas, quase nunca gordas mas existe um tipo de diversidade higienizada que faz com que as pessoas se sintam levemente enganadas em sua representatividade. AHAM, EU FALEI MESMO, @ ME. A representatividade midiática para qualquer grupo fora do padrão é podre. É podre e pobre. Mas a gente gosta de ser enganado.

O que me entristece é que – em análise pessoal – o que vi entre fãs de KPOP é uma resposta muito forte ao padrão de beleza coreano. O julgamento pela cor da pele, pela circunferência da perna, pela forma do rosto… Entendo que esse seja um movimento culturalmente comum asiático, porém a tradução desse costume me assusta. Talvez consiga contar nos dedos de uma mão só todas as meninas que conheço que pesem menos de 50kg e vivam bem. Assim como consigo contar na outra mão os meninos com 61kg e mais de 1,70 que não se achem “magros demais”. Porém, a conversão desses números seria assombrosa se compararmos com ídolos coreanos, tanto meninas quanto meninos.

O conceito de beleza também deixa vocês confusos? Porque eu sim

O grande lance da pressão estética é: ela é silenciosa. Claro, há pessoas que vão falar para você emagrecer na sua cara. Porém, os estímulos visuais são tão devastadores quanto, direta ou indiretamente. Lembram do texto da amiga magra? Tipo isso. Você se sente bem, aí começa a ficar muito fã de algum grupo. Aí vê as meninas e meninos passando por dietas malucas, que não fazem o menor sentido e começa a se perguntar “eu deveria fazer isso? olha, eles continuam vivos, talvez não seja tão horrível” e tudo pode degringolar desse ponto (acreditem na pessoa que vos fala, porque eu sou naturalmente não pálida porém, de tempo em tempo, quando baixo a guarda, me vejo querendo ser branca lívida e só recentemente percebi de onde esse desejo vem).

Em algum momento da história fizemos a besteira de atrelar beleza à magreza. Que momento pífio, que momento esdrúxulo. Toda nossa produção midiática gira em torno da adoração do belo, do magro, do sem cicatrizes, do polido e do branco. Quão estúpida é essa decisão, sabem? Não consigo lembrar UMA PESSOA SEQUER sem cicatrizes, ou sem nenhuma mancha na pele. Mas vou falar sobre isso na semana que vem, então guardem essa indignação comigo.

sdds Wendy do debut

Não sou a pessoa mais positiva da vida (quem me conhece, sabe), porém há sempre como aproveitar as partes boas de uma situação e tentar mudar as ruins (minha mãe chama de “complexo de Poliana” porém minha terapeuta nunca disse nada, então). Escutem música, dancem pela casa, cantem em coreano errado – ninguém liga, quase ninguém fala português certo também. Só não sejam cruéis consigo. Tudo o que acaba na mídia tem uma curadoria, um tratamento de foto e uma história preparada por trás. Creio que a solução para QUASE TUDO é aceitarmos ser gentis. Então, essa semana, eu peço:

 

Sejam gentis consigo e com os outros.

 

A maratona do Setembro Amarelo continua semana que vem e, não esqueçam: se vocês precisarem de ajuda imediata, não hesitem em falar com outro adulto (ou com um adulto responsável, caso cês sejam babies ainda). Se a coisa ficar complicada, o CVV (Centro de Valorização da Vida) está sempre disposto a ajudar através do 188.

 

Eu acredito em vocês e espero que vocês acreditem em mim. Mamãe bolinho tá aqui pra isso.

 

see ya, internets.

Cartas de uma menina gorda

Olá meus potes de Nutella. Suavão? Suavão. Tô sumida, eu sei. São três semanas sem escrever nada mas é a vida eu não posso nem me defender. Mas, falando sério, tem semanas que a gente fica pra baixo, bate aquele desânimo chato e parece que nada tá indo pra frente, né? Então, passei por essas semanas (e, consequentemente, não consegui criar nenhum texto legal).

Fiz aniversário! YAY, parabéns pra mim! E nisso encontrei uma inspiração para esse texto. Talvez ele seja muito mais pra mim do que pra vocês, mas peguem o que vocês acharem importante e usem, okay? Vai funcionar como um bazar do amor: eu exponho o que aprendi, cês levam o que precisam e passam o que não precisam pra outras meninas e meninos.

Uma breve carta para mim mesma Continuar lendo Cartas de uma menina gorda

A gorda em setembro

Oi, meus bolinhos de cenoura! Começou um dos meses mais importantes do ano pra mim. Setembro tem um significado importante e traz a tona uma das causas que eu mais defendo quando falando sobre o corpo livre: a importância da saúde psicológica de todo mundo.

Esse pode ser um texto um pouco diferente dos outros, porém ele é importante. Segundo o Instituto Sinapse, 30% dos pacientes que procuram por tratamentos para emagrecimento mostram um quadro relacionado a problemas de saúde psicológica. E não é a primeira vez que falo sobre como é importante manter a saúde, em todos os aspectos. Entendo que não sou médica, nem formada em qualquer área da saúde (ainda), mas tenho uma experiência real com o corpo gordo: sempre fui gorda.

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Não quero pregar a ideia de “BORA FICAR LOUCO, ENCHER A CARA DE TRAGO, FUMAR CIGARROS E IR NO MC DEPOIS”, longe de mim. Não fumo e nem bebo (mas comer eu como mesmo porque todo mundo tem um vício, tá? e o meu é a comida que meu irmão prepara. ou minhas vós. ou minha mãe e meu pai. ou meus melhores amigos. SEI LÁ, ME ALIMENTA AÍ, GENTE) mas a sociedade como é, acha que tem direito de questionar minha saúde porque sou gorda. Essa semana, em um evento entre amigos da família, fui questionada sobre porque não fazia cirurgia bariátrica. Simples: porque eu sou saudável. Se tivesse qualquer tipo de complicação clínica direta criada pela gordura, estaria na cirurgia hoje.

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E aí está o ponto. Ninguém se importa realmente com a saúde daquela pessoa. Um gordo ou uma gorda dói nos olhos, incomoda, irrita, ainda mais se essa pessoa TEM A AUDÁCIA de se sentir bem. De respirar livremente na própria pele. Sabiam que o que mais afasta pessoas gordas da academia é o julgamento social? São os olhos que acompanham a pessoa entre os equipamentos, as manchas de suor (que todo mundo tem) que parecem engolir o corpo por inteiro, é o descaso dos profissionais com aquele corpo. Não é a pessoa gorda. Falo por mim, houve um período da vida onde eu só queria duas coisas: 1) ser igual a todo mundo e 2) que ninguém conseguisse me ver. E isso, gente, mata mais por ano do que a obesidade. 1 pessoa se suicida a cada 40 segundos.

Eu não estou dizendo que todas as pessoas que se suicidam são gordas, estou explicando que infringimos dor às vezes sem perceber. Lembram do texto da amiga magra? Exatamente. Professores, colegas, chefes, namorados e namoradas. Quando criei o cincodois, minha ideia era poder manter uma comunidade que pregasse aceitação e que entendesse que existe beleza e amor de todas as formas, cores e sabores. Assim como bolo! E, cara, eu amo bolo. E amo cada ideia que tenho para poder continuar com isso, cada insight que vocês me dão, cada pessoa que vem falar comigo e cada novo projeto.

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Então, durante setembro vamos falar muito de saúde mental para quem é um bolinho como a mamãe. E, aproveitando, quero saber o que vocês amam. O que move esses corpos, alegra esses corações e enche essas bocas. Mamãe ama vocês!

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bye, internets!

Minha mãe faz dieta

E aí, minhas tapiocas de nutella. Suavão? Suavão. Nem vou falar sobre o tempo que não venho aqui, fiquei louca, não sei nem o que dizer. Mas, vamos ao que interessa. Esse texto era para ser “Minha mãe tá de dieta e outras paranóias da minha cabeça” mas achei que ia ficar muito grande na exibição.

Para quem não sabe, mamãe bolinho também tem uma mãe. Minha mãe é incrível, super inteligente e cozinha mega bem. Uma coisa que minha mãe ainda não conseguiu fazer, é deixar os padrões de beleza de lado. Trouxe isso hoje não para expor minha mãe ou qualquer coisa assim, mas sim para defender toda uma geração que vem antes da nossa.

Há alguns dias atrás, estava em um grupo de pesquisa sobre diversidade para participar de um projeto muito legal. Nisso, foi levantada uma questão: as pessoas mais velhas não sabem porque não podem ou podem gostar de algo. Vou explicar melhor: se a gente pensar no tanto (e tipo) de informação que estava disponível 30 anos atrás, é mais fácil entender porque essa galera acredita piamente que para ser feliz é necessário ser branca, magra, com o cabelo liso e tantos outros padrões. Era só o que era visto, as revistas falavam sobre isso, a televisão, as escolas…

Baseados nisso, minha mãe de tempo em tempo entra numa dieta meio maluca que só ela consegue seguir porque é meio pee-wee mesmo. Mas ela diz que para ela tá tudo bem. E entendam, minha mãe tentou, ao máximo, não me deixar passar pelo o que ela passou. Então eu fiz dietas pee-wee, nutricionista, remédio, endocrinologia… Porque, sério, a geração que veio antes da gente acredita que, basicamente, só isso tá certo.

Aí cês pensam que é só minha mãe? Não é. Ela só foi o acaso pra me deixar louca uma noite quando eu só queria jantar na boa e ela falou que tava de dieta. A gente só sabe onde tá o calo quando ele dói, escutem o que eu digo. Eu fiquei muito neurada porque na minha cabeça, que cresceu com isso, se minha mãe entra de dieta, eu preciso entrar, porque eu preciso ser magra pra ser aceita. Essa ansiedade bateu tão forte aquele dia que me deixou tonta. Mas daí eu acalmei e lembrei que não preciso #kissmyfatass

O lance é: a gente não é perfeito, imagina nossos pais, avós, tias… claro que isso não justifica nenhum tratamento horrível que tenha acontecido com qualquer pessoa gorda por aí, é só uma explicação social de onde vem esse comportamento agressivo contra o corpo gordo. Da mesma forma que o preconceito racial é entranhado na sistemática social, outras conceitos e preconceitos também são (não desvalorizando nenhum deles, todos são horríveis e completamente nocivos).

A minha dica é: paciência. Dói ser hostilizado? Dói. Do alto do meu monte de privilégios (mas a gente fala disso outra hora), eu digo que dói sim, ainda mais quando isso vem de casa. Sinceramente, pra mim foi fácil comparado aos relatos que já ouvi: mães que jogavam a comida das filhas fora; que escondiam comida; que faziam as meninas correrem por horas; que diziam para meninos que eles iam morrer sozinhos se fossem gordos (que tipo de conceito tu passa pra uma criança dizendo isso, cara?)… Mas nós somos a geração para quebrar isso, pra ajudar outras pessoas que vivem ao nosso redor. PARECE UM TEXTO OTIMISTA? Não é, não sou nada otimista hehe /cries porém é no que eu acredito. É o que eu faço. E espero que vocês façam o mesmo.

Vejo vocês em breve!

bye, internets!

Festividades e a dieta: como lidar?

Vamos começar com o fato que: o Natal é o meu feriado favorito. Tipo, a vida inteira. Era a época de fazer biscoitos, me sujar toda de farinha, empacotar panetones para todo mundo e ficar muito mais tempo com a minha família. Isso e ainda toda a magia de ornamentos coloridos, tradição e presentes. Nesse momento tem uma árvore de Natal completamente de glitter dentro do meu quarto (invejosos dirão que ela sempre esteve lá, mas eu não ligo, agora ela está bem limpinha e cintilante).

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Não é toda a galera que criou as mesmas memórias que eu e entendo completamente. O final de ano e todas as festividades envolvem muita coisa e uma grande montanha-russa de emoções, normalmente ligada a encontrar com mais partes da família (o que também era completamente louco, porque o pessoal aqui é uma mistura de húngaros, alemães e italianos). Entretanto, vou dizer que nem sempre foi completamente bom. Lembro bem claramente de uma vez que respondi para alguém que “troquei meu namorado por anfetamina”. No meio da ceia, na frente de todo mundo. Minha mãe é a prova viva (que, na época, só riu porque era o melhor a fazer).

urso

Então, pensando nisso, resolvi falar sobre aquilo que inevitavelmente acaba acontecendo em algum ponto da nossa vida: a conversa sobre dieta durante a refeição. Como já falei milhares de vezes, sou inteiramente a favor da alimentação saudável, só que aqui existe um ponto interessante. Por que falar sobre reduzir a comida enquanto há um monte dela na nossa frente? Não é sobre comer ou não comer mais, é sobre culpa. Sobre ver o alimento como algo ruim, que depreda o corpo e estraga a alma, o que é, basicamente, a base da gordofobia. Uma explicação bem breve de como esse preconceito surge sendo que as pessoas assimilam comer com culpa, com engordar, com desleixo, preguiça… E aí por caminhos bem mais horríveis. Em inglês existe a expressão “guilty pleasure” e eu fico meio “por que comer é um guilty pleasure?”, não quero me sentir culpada por me alimentar e comer coisas incríveis.

Minha mãe sempre conta a história de um jantar beneficente que ela e meu pai compareceram e as esposas (foco aqui, pois essa é mais uma forma de deixar mulheres encoleiradas e comedidas. Triste, mas além de lutar contra gordas e gordos, a sociedade AINDA não cansou de lutar contra mulheres) nos outros casais quase não comiam e sempre se explicavam pelo o que serviam. No final da noite, minha mãe quase não havia comido. A pressão é latente nessas situações, é horrível. O mesmo acontece no Natal e no Ano Novo. Por que as pessoas precisam se sentir culpadas pelo o que comem se os outros não se sentem mal pelo o que falam?

Moral da minha história: se você quer comer, coma. Use aquele look maravilhoso, glitter nesse corpo e aquele perfume delicioso (ou a roupa que te faça feliz e bonita/o, sinceramente). Se você não quiser comer, tudo bem. Só não dê aos outros o poder das suas escolhas. A maioria das pessoas não sabe nem o que faz com a própria vida, como eles podem saber o que é melhor para você?

beauty

E a melhor maneira de lidar com isso? Minha dica é: não seja agressiva/o se não for necessário (LET’S BE REAL, às vezes não rola a educação), mas tente contornar até se sentir completamente segura/o para confrontar de uma maneira lógica. Dói? Nossa, dói muito. Já deixei de jantar diversas vezes por culpa de comentários de parentes. Hoje? Tomo um gole de vinho e “eu só acho engraçado que”, porque me sinto segura para mostrar quão errado e prejudicial esses comentários podem ser.

A internet pode ser um grande grupo de suporte quando você encontra as pessoas certas. Nós somos as pessoas certas. Ajude os amigos que ainda não estão prontos para serem confrontados e crie boas memórias, mesmo fora de datas festivas. Já diz a música Border, do Years & Years: My heart will start to shine and I will be alright.

Eu acredito em você. Não precisa ficar nervosa/o um mês antes. Se precisar, pode vir falar comigo em qualquer uma das minhas redes. Certo?

Bye, internets.